Entrevista: Carlos Fleury

domingo, 31 de julho de 2016
Oii gente, hoje eu vou postar algo muito incrível kkk. Para mim é incrível porque é a primeira vez que eu faço isso. Na verdade eu tinha postado no meu outro blog, que eu excluí, então pedi novamente para o autor para posta a entrevista. Simmm eu entrevistei um escritor. O homem que cria dimensões paralelas onde podemos nos refugiar sempre que o mundo real está ruim.

Eu entrevistei o escritor Carlos Fleury de 34 anos que mora atualmente em Goiânia.

Minhas perguntas foram muito simples, mas as respostas que ele deu fizeram com que a entrevista tenha ficado muito boa, eu adorei conversar com ele. Obrigado Carlos, por toda a atenção.



1) Quando você soube que sua real vocação, era criar mundos novos onde as pessoas viveriam? Porque na minha opinião esse é o verdadeiro trabalho de quem escreve, criar mundos novos.

Eu sempre gostei de ler. Escrever aconteceu naturalmente. Eu soube que era uma vocação quando senti prazer em criar uma história e quando outras pessoas começaram a gostar do que eu estava escrevendo.


2) Quem mais te apoiou na decisão de lançar um livro?

Minha família sempre me apoiou. Em especial minha esposa, que me ajuda a ter disciplina e motivação para escrever.


3) De onde vem a inspiração na hora de criar suas obras?

De todos os livros que já li, dos filmes que assisti e da incrível experiência que acumulamos todos os dias: viver! Eu busco referências nas coisas que gosto e misturo com toda essa carga de conhecimentos e sentimentos que trago comigo.


4) Seus personagens, são totalmente fictícios ou busca traços em pessoas que conhece ou em celebridades?

Um dos grandes desafios de se criar uma história é apresentar personagens que, apesar de fictícios, sejam tão complexos e profundos quanto qualquer um de nós. É isso que faz as pessoas se identificarem com um personagem e imergirem na história. Nesse ponto a situação se inverte: é o leitor quem nota semelhanças de algum personagem com ele próprio ou alguém que conhece, mesmo que o autor não tenha se inspirado em nenhuma dessas pessoas para criá-lo. Ele (o personagem) adquiriu vida e personalidade própria.


5) Algum escritor te inspira, qual e por que?

Minhas maiores inspirações foram Anne Rice e o Tolkien. Anne Rice criou vampiros apaixonantes e assustadores e histórias que te colocam dentro da mente deles de uma forma como eu nunca vi antes. Tolkien nos apresentou um mundo maravilhoso e inesquecível, uma fantasia sem igual. Quando eu conheci George Martin e As Crônicas de Gelo e Fogo eu já tinha escrito boa parte do meu livro então ele não influenciou muito, mas sem dúvida o fará para os próximos! Somos todos uma grande salada de influências que no fim se juntam para e se tornam um estilo próprio.


6) Como você lida com as criticas impostas pela sociedade?

Eu não perco meu tempo e energia com besteiras. Já vivi o bastante para saber quando uma crítica é motivada pela inveja e desejo exclusivo de prejudicar e quando é feita por alguém que genuinamente quer de ajudar. Neste último caso, fico sempre muito grato e dou toda atenção e consideração que puder. E pra ser bem sincero, até agora só tenho a agradecer aos meus leitores!


7) Qual seu sonho como escritor?

Alcançar um grande número de leitores e finalmente poder viver das minhas criações. Isso seria uma "bola de neve positiva": podendo me dedicar exclusivamente a escrever eu conseguiria lançar mais livros e atrair ainda mais leitores. É uma satisfação quase indescritível inspirar sentimento em outras pessoas, através das palavras.



8) Sentimentos como, raiva , medo, amor, tristeza e outros. Lhe fazem escrever para desabafar o que sente?

De certa forma, sim. Pode parecer estranho mas, pelo menos no meu caso, escrever ajuda a lidar com momentos ruins. Por mais de uma vez eu sentei para escrever carregando alguma angústia e levantei revigorado depois de finalizar um capítulo. Todos deveriam tentar isso, mesmo que não tenham intenção se tornarem profissionais na área. É uma forma de conversar com você mesmo e entender melhor o que está sentindo.

9) Quando lê outros autores, você acha que faria melhor ou se sente meio inferior?

Eu digo um NÃO bem grande para as duas perguntas. Não é possível eu dizer que faria melhor um livro de outro autor uma vez que eu não tive aquela ideia antes dele, isso é o mérito maior: ter a ideia e AGIR, escrever, publicar e não ficar esperando o universo te ajudar porque supostamente você é um gênio incompreendido. Eu dou os parabéns e fico feliz com cada escritor e escritora que conseguem entrar no mercado e vencer todas as ENORMES barreiras que existem até que isso aconteça. Quanto mais pessoas escrevendo, mais estarão lendo. Um leitor consegue abraçar milhares de autores, não existe qualquer receio de concorrência. A minha única preocupação como escritor, é com meus próprios livros.


10) Em relação a suas obras, acha que esta sendo um escritor inovador ou que esta melhorando uma ideia?

De certa forma, toda criação humana é inspirada em nossa experiência com o mundo, com aquilo que existe nele e que já foi criado por outros. Basta saber diferenciar inspiração de plágio, não é tão difícil assim. Por exemplo, meu livro A Última Era tem uma premissa que já vimos em diversos livros e filmes, pois fala de um período complicado onde a humanidade pode acabar. Mas, eu criei minha própria mitologia, todo um mundo com uma história complexa e única. Quando se fala em criação de histórias é difícil dizer que uma ideia é melhor que outra. O que faz a diferença é a forma como você usa essas ideias para criar algo coerente e instigante, algo que as pessoas queiram saber mais a cada nova palavra que você escreve.


11) Em relação a novos livros, já tem previsão de datas de lançamentos essas coisas?

Estou escrevendo o segundo volume da saga A Última Era e espero terminar ainda este ano. Estou escrevendo outro livro completamente diferente para lançar no wattpad, um capítulo por semana. Acredito que começarei a postar nos próximos meses. Ainda não vou revelar o título, mas a história é sobre um sujeito comum, estressado com a rotina e insatisfeito com sua vida, que deseja ficar sozinho. Acontece que certo dia ele acorda e percebe que realmente não existe mais ninguém, além dele, no mundo. É bem diferente da saga A Última Era e também estou gostando bastante de escrever. Tenho um blog (www.perdidosnaterra.com.br) com amigos, onde coloco artigos de temas diversos (filmes, séries, livros, etc). E futuramente teremos também um canal de vídeo no youtube vinculado ao blog. São muitas coisas, uma pena meu dia ter apenas 24 horas. Um grande abraço a todos vocês e valorizem nossa literatura nacional pois tem muita coisa boa sendo criada neste país!

Nota Do Escritor:

Para adquirir meu livro (A Última Era) podem me procurar nas redes sociais (face, twitter, insta: carlosfleurybr) que envio autografado! Ou acessem o site da editora selo jovem (http://www.selojovem.com.br/).



Beijos gente até, amanhã.



5 comentários

  1. Ótimas perguntas Maiara! Foi um prazer participar e sucesso com seu blog!

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    1. Obrigado, foi um prazer ter entrevistado você.

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  2. Ótimas perguntas Maiara! Foi um prazer participar e sucesso com seu blog!

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  3. Arrasou na entrevista ♥
    Eu amei, é tão legal ficar sabendo mais sobre os autores nacionais :)
    Ainda não conhecia o livro dele, mas me pareceu incrível ♥
    Amei o post
    Ótima quarta
    Bjo

    www.tatianecdesouza.com.br

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