Entrevista com a Escritora Diana Scarpine

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Oii amores!!!

Hoje vamos fazer mais uma entrevista, a de o hoje é com uma autora que escreve sobre um tema forte, na sociedade de hoje, que é sobre preconceito... Eu já fiz resenha do livro dela, quem quiser conferir: 

Vamos logo para a entrevista!!!



1- Onde surgiu a ideia de criar um romance entre um deficiente visual e uma mulher com paralisia facial?

Diana: Há muito tempo que eu queria escrever uma história que tivesse um cego como personagem principal, mas não tinha ideia de como fazer isso, ou seja, a história ainda não tinha aparecido na minha mente, Aurélio ainda não tinha nascido. Então, eu ia escrevendo outras histórias que surgiam em minha mente até que, um dia, voltando do trabalho a pé, num trânsito muito movimentado em Jequié, vi um cego atravessando a rua com muita desenvoltura. Foi aí que nasceu a primeira inspiração para o personagem, para a história, mas ela ainda não tinha se desenhado na minha mente. Então, comecei a refletir, a pensar sobre qual mensagem eu queria passar para as pessoas e, aos poucos, Carina surgiu, a história foi se compondo e comecei a escrevê-la.

2- Qual sua maior dificuldade em desenvolver a narrativa de um deficiente visual?

Diana: Eu não tive muitas dificuldades, pois eu estudo sobre deficiência desde a graduação e pesquisei sobre deficiência visual, observei pessoas cegas e procurei entrar o máximo possível na psicologia do personagem. Quando escrevo um livro, sempre me pergunto sobre os sentimentos dos personagens e seus motivos para agir como agem no livro. Minha intenção é criar personagens verossímeis, que as pessoas se perguntem se a história é real ou não.

3- Seu livro apresenta problemas sociais, como o mau uso do dinheiro público na cidade de Jequié, isso é uma crítica real?

Diana: Sim, é uma crítica real, pois eu acho que a literatura tem que trazer críticas sociais, fazer com que os leitores pensem sobre sua realidade. Se você for parar para pensar as críticas sociais que eu faço à cidade de Jequié podem se aplicar a muitas cidades do Brasil. Por exemplo: o mau uso do dinheiro (prédios públicos, obras abandonadas, etc.) ocorrem em vários locais deste país, a grande maioria das cidades não são acessíveis e tem um trânsito complicado, o preconceito contra as pessoas com deficiência ainda é muito forte, etc. Eu ambientei a história na cidade de Jequié, porque a amo e eu quero mostrar suas belezas naturais; mas, como toda cidade (como o Brasil), ela tem problemas que precisam ser resolvidos. Eu uso Jequié para fazer um crítica social que se estende ao Brasil. Quero instigar as pessoas a refletirem sobre a realidade em que vivem.

4- Me conte um sonho que tinha quando era criança. 

Diana: Como qualquer criança, eu tive muitos sonhos, mas não me lembro da maioria deles. O único de que eu me lembro é de querer ser escritora.

5- Quando publicou seu primeiro livro, do que teve mais medo?

Diana: Não tive nenhum medo.

6- Depois de publicado pensou em alterar ou acrescentar alguma coisa ou fechou a história da forma que sempre quis?

Diana: Não, até agora não pensei em alterar o final de nenhum dos meus dois livros publicados. Em Entrelace, acrescentei mais um capítulo na 2ª edição para responder a algumas perguntas dos leitores da primeira edição sobre os personagens, mas o final continua o mesmo não mudou. Então, a segunda edição terá um capítulo extra.

7- Como você lida com as críticas dos leitores?

Diana: Ninguém agrada a todas as pessoas. Sei que tem gente que vai gostar e entender tudo o que eu escrevi; tem outras que não vão gostar, nem entender. Mas tudo o que escrevi no livro tem um propósito/motivo, algo que eu quero mostrar e fazer com que as pessoas reflitam e eu pesquisei para escrever o livro. Percebo que, muitas vezes, as críticas são fruto de desconhecimento do assunto ou porque a pessoa tem um ponto de vista diferente do meu.

8- Se inspirou em alguém para criar seus personagens de personalidade tão forte?

Diana: Não. Acho que todo escritor tem que ser um bom pesquisador e um bom observador e criar personagens que façam com que as pessoas se questionem se eles são reais ou não. Para isso, é importante entrar na psicologia do personagem, entender o que ele sente e colocar isso no papel.

9- Quais seus planos para 2017? Em quesito novos projetos.

Diana: A previsão é que a segunda edição de “Entrelace: Caminhos que se Cruzam ao Acaso” seja publicada em janeiro de 2017. Estou escrevendo outro livro, mas acho que ele não será publicado este ano.

10- Se você pudesse dizer algo para o mundo todo, o que diria?

Diana: Gostaria de dizer muitas coisas, mas o principal é: trate o outro como você gostaria de ser tratado. Antes de qualquer palavra ou atitude, pense: eu gostaria de ouvir isso? Gostaria de ser tratado assim? Se todas as pessoas tratassem as outras como gostariam de ser tratadas, o mundo seria mais amigável.

Espero que tenham gostado, beijooos, até a próxima...

8 comentários

  1. Que entrevista maravilhosa! Diana e um amor de pessoa. 💕
    Estou doida para ler Entrelace. Sobre o que ela falaria para o mundo, acho que o que ela falou reflete muito em Uma chance para recomeçar. 💕

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  2. Adorei a entrevista, Maiara!
    Abraço,
    Diana Scarpine.

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  3. Entrevista show!
    Muito interessante o tema que essa autora aborda, apesar de não ter lido o livro, acho que é muito necessário essas histórias na sociedade em que vivemos, principalmente para sair da zona de conforto das leituras que estamos acostumados a ler!
    Beijos!
    http://www.deixameser.com.br

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  4. Adorei a entrevista, os personagens criados por ela e sua simplicidade ❤
    Além disso, me interessei muito pela história porque ela é diferente de tudo que já li!
    Beijos.

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  5. Amei a entrevista! Ainda não conhecia ela hehe

    Bjos, Blog Marinspira

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  6. Uauuuu, amei a entrevista.!
    Fechei parceria com a Diana e me
    encantei com o trabalho dela.
    Parabéns!

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  7. Olá, adorei a entrevista! Queria ter mais criatividade em formular perguntas interessantes.
    Um beijo.

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  8. Olá!
    Adorei conhecer a autora e espero, como portadora de necessidades especiais, ter a oportunidade de ler sua obra. Concordo que empatia é a chave de tudo.
    Beijos!
    Gatita&Cia.

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