sexta-feira, 2 de junho de 2017
O RASTRO


Em meio de uma crise, o Estado do Rio de Janeiro está fechando mais um hospital que está caindo aos pedaços devido ao baixo investimento no sistema público de saúde. Durante a transferência dos pacientes internados neste hospital, uma menina some, tanto do hospital quanto dos registros, e depois disso começa uma busca para descobrir o que aconteceu com a menina desaparecida.
O filme é protagonizado pelo Rafael Cardoso, que já fez muitas novelas e é um bom ator nas mesmas, e nesse filme não é diferente. Ele interpreta o médico João, responsável pela transferência dos pacientes, e quando ele descobre o desaparecimento da menina Júlia, ele vai atrás de descobrir o que aconteceu. Ele consegue passar boas emoções, ele demonstra muito bem o que está sentindo, todo o tormento, o medo e todas as surpresas que ele passa durante o filme.
A Leandra Leal, interpreta Leila, mulher do joão, que aparentemente não tem muita importância, ela parecia estar lá simplesmente pra ser a pessoa que conversa com o JoDiem epois do trabalho e acabou. Sua única relevancia de inicio era o fato dela estar grávida, que todo o filme de terror sobrenatural precisa ter uma mulher grávida. Mas depois de um ocorrido no meio do segundo ato, ela rouba completamente a o filme e começa a carregar a história até o final. Ela sempre foi uma atriz muito boa, mas eu acho q ela se superou nesse filme, já que ela conseguiu atuar melhor que o Rafael Cardoso que era o protagonista e roubou completamente a cena por causa da sua atuação impecável.
A Cláudia Abreu faz uma médica que tem alguns mistérios, ela parece não estar totalmente despreocupada com o que está acontecendo, ela simplesmente está ali pra “brilhar” um pouco mais no final, a relação dela com os personagens no primeiro até é extremamente mal colocada em cena, mas a partir do segundo ato, começou a funcionar melhor. Ela entrega uma atuação aceitável e convincente, nada de  muito elogiável, mas nada condenável também, algo que pode ser assistido sem incomodar muito.
Alice Wegmann é o caso mais crítico do filme, é talento desperdiçado em um personagem que não aparece. Ela é uma atriz boa, que nesse filme faz o papel da Alice, que é uma ajudante do João que está ali sobrando, se tirasse o personagem dela nao iria fazer diferença, já que ela não entra muito na trama principal do filme, nem nas subtramas, ela está ali pra dizer coisas do tipo “João, esse é o técnico que veio ajudar”.
A menina que vem assombrando meus pesadelos, é a Nathalia Guedes, uma atriz que até agora, eu não havia visto nenhum trabalho dela e eu arrisco dizer que ela vai longe. Ela consegue assustar nas cenas que ela aparece, por mais que a maioria seja computação gráfica, ela tem um olhar de uma criança que passou por muita coisa e consegue assustar ao mesmo tempo.
Por fim, antes de, infelizmente, falecer, Domingos Montagner fez seu papel de candidato a governador no filme, com uma participação pequena, ele conseguiu fazer o mesmo que a Claudia Abreu, entregar uma atuação normal, sem sair muito do padrão, mas sem ser algo muito artificial.
O restante do elenco, vai tendo uma influência maior depois da metade do segundo ato, até então, esses são os atores que eu mais precisava falar, alguns por serem bons, e outros desnecessários.
O filme funciona bem durante boa parte do tempo. Depois de meia hora do filme, ele parece dar uma desandada, por querer criar um suspense onde não tem fundamento, parece que foi feito só para preencher tempo de filme. Ele conta com alguns sustos secos, que servem com o propósito de assustar, mas não de dar medo, eles te deixam tenso durante cinco minutos, e você já esquece. Porém, os sustos tem um contexto muito bem trabalhado, eu achei, ele cria uma atmosfera que te leva a se preparar para levar um susto, e nao acontece nada, e quando você está relaxando, vem um susto seco que faz com que a sala de cinema inteira grite ou pulei da cadeira.
O suspense é muito bem feito, em relação a atmosfera, em relação a ambientação do hospital, é tudo muito bem colocado em cena e funciona muito bem com o roteiro. Eu acho que o fato de terem gravado o filme, realmente em um hospital desativado no Rio de Janeiro, fez com que ficasse mais realista tudo aquilo.
A direção de atores funciona muito bem, coisa que é raro ver em um filme brasileiro, é que os atores sejam naturais em cena. E nesse filme, os diálogos funcional, não é algo 100% do tempo artificial, a química entre os personagens da muito certo e consegue ser algo que você para de pensar que é só um filme, e começa a parecer algo do dia-a-dia, e isso é muito bom para um filme de terror, onde o principal objetivo que é deixar o espectador com ele, seja mais fácil quando começa a parecer algo que realmente está acontecendo.
Tanto o visual do filme quanto o áudio, é algo sensacional, dá pra ver que tem um trabalho muito bem feito em várias cenas, por exemplo quando o casal está conversando e o foco não está nos atores, mas no reflexo deles em um utensílio que tem na cozinha. Já o áudio, em momentos de tensão, ele vai aumentando aos poucos e chega em um momento em que de tão alto que está, você fica esperando se assustar.
O filme é perfeito pro Brasil, não só pelo fato do Brasil estar precisando de algum filme que impulsiona a indústria brasileira cinematografica a investir em mais gêneros do que a comédia, mas pela crítica ao sistema público de saúde que a trama cria. Em vários momentos do filme, é usado várias cenas mostradas em noticiários de pessoas esperando para serem atendidas em filas de S.U.S, onde lá, muitas morrem sem atendimentos, mães são obrigadas a fazerem partos sem nenhum tipo de condição, e isso é retratado no filme várias vezes.
Cada cena do filme, em algum momento vai ter uma crítica política e econômica, mostrando protestos, a degradação do sistema público de saúde entre outros fatores que devem ser surpresa para a experiência de ver esse filme pela primeira vez, seja inesquecível.
O final do filme é algo que você jamais esperaria vendo os trailers e lendo a sinopse do filme, mas, depois de uma hora de filme, você já pode ir adivinhando o que aconteceu, o que na realidade está acontecendo, já a consequência é algo que surpreende, e deixa muito aquele vontade de querer que os créditos não apareçam, pois é muito bom o filme, dá vontade de ver mais.
O Rastro, é um terror brasileiro, com a cara do Brasil, que não deve ser visto com preconceito, pois ele se sai muito bem como um filme sobrenatural, que é algo muito bem construído no filme, é dosado da maneira certa, sem exageros e sem faltas, é criado um mistério que instiga a curiosidade de quem está assistindo. É um filme pretensioso sim, que cumpre seu papel de, assustar e deixar medo em quem assiste,  e também de fazer uma crítica ao cenário caótico em que o Brasil se encontra no que se diz a política.

Recomendo assistir nos cinemas, vale cada centavo que você investir na entrada, assista com os amigos para ver os amiguinhos se assustando, o filme é bom, não tem motivo para ter preconceitos, todo o marketing feito em cima do filme não é o mesmo de Supermax que vendia algo que não era, esse filme com certeza, é assustador e mais um pouco.

Como prometido pela May, no fim de cada post terá um sorteio, quero ver vários comentários!!
Lembrem de deixar uma rede social para contato caso você ganhe. O ganhador recebe o kit do dia.


Prêmios:

1° Marcador do Blog Carpe Diem.
2° Marcador de Italiano Espanhol, autografado.
3°Marcador do Blog Tati C.

Os brindes foram  doados pela autora Mary Oliveira e pelos blogs Carpe Diem e Tati C.

Muito obrigado meninas e boa sorte pessoal.

11 comentários

  1. Adorei a resenha (confesso ter medo desas coisas de suspense kkkk) mas me deu curiosidade para ver o filme.

    E seu blog é lindo! Parabéns <3
    https://www.instagram.com/palavrasimaginarias/

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  2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  3. Olá, eu já havia ouvido falar desse filme e me parecer ser incrivel!! Muito boa a sua exposição da temática do livro! Parabens.

    Dê um pulinho no meu blog também se puder! www.livroseoutrostrecos.com/

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  4. Nunca tinha ouvido falar desse filme,mas relata exatamente a situação dos estados em geral no Brasil parabéns pela resenha

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  5. Adorei a resenha. Não sou muito fã do gênero, mas confesso que fiquei tentada a assistir

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  6. AAAAH Meu marcador ali *-*
    Seus lindos <3

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